domingo, 27 de dezembro de 2009

Teorias em Ação

Pensei em fazer uma nova postagem, encerrando 2009/02, baseada no meu workshop, trazendo reflexões sobre meu fazer docente, de acordo com os teóricos abordados...


Relação Dialógica




"OLIVEIRA (1999) aborda a questão do perfil dos alunos da EJA, como excluídos da escola regular, que possui regras específicas e linguagem particular e as possíveis relações entre a diversidade cultural e intelectual."



Se o educador trabalhar no sentido de ampliar a visão de mundo que os alunos trazem, através da relação dialógica, reorientando as práticas educativas, estará permitindo que esse aluno desenvolva a capacidade de interpretar e transformar o mundo que o cerca, sem regras específicas estabelecendo relações diversificadas.



Múltiplas Linguagens

" TRINDADE se refere às diferenciações que podem ocorrer em relação à fala ou à escrita nas múltiplas linguagens."


Ler e escrever são maneiras de se comunicar, construídas pelo próprio sujeito em interação com o meio, da mesma forma que ouvir e falar. Atuo como professora de pré-escola e percebo que a construção da linguagem oral é marcada por características próprias do sujeito, de acordo com a influência do meio cultural em que ele estiver inserido. Em contrapartida, a leitura e a escrita depende de regras da língua padrão, ou seja, lê-se e escreve-se sem as características/vícios da oralidade. Tenho o hábito de deixar claro aos meus alunos que não podemos escrever da mesma maneira que falamos utilizando gírias e modismos.

Ato de Planejar

RODRIGUES nos traz questionamentos fundamentais e imprescindíveis para o constante ato de planejar :

1. A justificativa, os objetivos estão de acordo com o as atividades propostas?
2. O desenvolvimento de cada uma das atividades está claro?
3. As atividades possuem um encadeamento no qual uma oferece suporte para complementar à outra?
4. O plano está focado no ensino da língua materna?


Obviamente não costumo fazer esses questionamentos, mas concordo que devemos fazer outros mais comuns(O que vou fazer? Para quê? e Como?). De acordo com VEIGA-NETO, “Muito mais interessante e produtivo é perguntarmos e examinarmos como as coisas funcionam e acontecem e ensaiarmos alternativas para que elas venham a funcionar e acontecer de outras maneiras” Muitas vezes, no caminho para o trabalho, já vou fazendo uma auto-análise verificando o que pode ser substituído e/ou complementado em meus planos de aula.

Libras

"Muitas pessoas pensam que as línguas de sinais são um sistema de comunicação superficial, com conteúdo restrito, sendo estética, expressiva e linguisticamente inferior ao sistema de comunicação oral. (QUADROS & KARNOPP, 2004). Os surdos possuem uma língua, uma cultura, questões históricas as quais merecem ser consideradas e estudadas por todos nós. É um erro comum dizer: "linguagem de sinais". O correto é língua de sinais, do mesmo modo que não se diz “linguagem portuguesa” ou “linguagem alemã”, mas sim língua portuguesa e língua alemã. "


Essa afirmação sobre Libras, tão bem descrita em QUADROS & KARNOPP, 2004, permite desfazer o equívoco em pensar que Libras seja um sistema de comunicação inferior ao sistema de comunicação oral. Da mesma forma que nos referimos à língua portuguesa, devemos agir em relação à língua de sinais – LIBRAS. Para Chomsky são línguas que fluíram de uma necessidade natural de comunicação entre pessoas que não utilizam o canal auditivo oral, mas o canal espaço visual como modalidade lingüística. Por meio destes sucessos conquistados entre os surdos hoje há escolas especializadas em linguagem de sinais e ela é aceita como língua.

Seminário Integrador VII

Ao analisar o meu portfólio de aprendizagens pude identificar uma compreensão interdisciplinar na maioria das postagens, havendo no conjunto do blog mais de uma postagem para cada Interdisciplina, havendo certa regularidade nas mesmas. No item referente à complementação ou reformulação das postagens, tendo por base os comentários realizados pela tutora, deixei a desejar, pois em algumas refleti sobre o questionamento proposto, mas não fiz o registro. Também considero importante e parei de fazer o registro da fonte das postagens, citando a referência bibliográfica, o que facilitaria ainda mais a construção dessa síntese.

Analisando e refletindo destaco essa postagem como a mais importante do semestre, pois permite uma reflexão a partir de Paulo Freire, de como as propostas das interdisciplinas desse Eixo podem ajudar a compreender o mundo de forma interligada.

Silvana De Negri
dezembro/2009

domingo, 15 de novembro de 2009

Planejando ...



De acordo com o roteiro para a análise dos planos de aula, referentes ao módulo7 da interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação, devemos ler todo o nosso plano para um dia de trabalho, prestando a atenção para verificar se a justificativa, os objetivos estão de acordo com o as atividades propostas, e ainda, se o desenvolvimento de cada uma das atividades estão claros. Ainda faz-se necessário observar se as atividades possuem um encadeamento no qual uma oferece suporte para complementar à outra e se o plano está focado no ensino da língua materna.

Obviamente que não fazemos estas reflexões diariamente, mas realizamos outros
questionamentos como educadores responsáveis, como agentes transformadores:

  • O que vamos fazer?
  • Para quê?
  • Como?
No dia seguinte é imprescindível uma auto-análise verificando
o que pode ser substituído e/ou complementado.

sábado, 7 de novembro de 2009

Livro da Vida


Lendo os textos sugeridos na Interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação, sobre os materiais didáticos, confesso que me surpreendi, pois nunca ouvi falar sobre o LIVRO DA VIDA, onde podemos registrar com destaque trabalhos espontâneos feitos pelos alunos diariamente, e complementá-los com a chamada CORRESPONDÊNCIA, trocando informações e fazendo contato com realidades diferentes que estimulam o aprendizado.


Sem dúvidas esses materiais didáticos serão de grande valia na construção de um PA com nossos alunos. Já havia postado na 2ª versão da arquitetura pedagógica, como forma de diário de bordo:


"Será confeccionado um diário de bordo coletivo e um individual, onde serão registradas as informações coletas e novas dúvidas dos alunos pela professora, através de palavras chaves e/ou imagens e desenhos."


Agora sei que posso fazê-lo e/ou chamá-lo de Livro da Vida, utilizando folhas grandes para serem acrescentadas diariamente, e assinadas, pelas contribuições pessoais embora pertença a toda a classe, formando uma espe´cie de álbum seriado para ser utilizado na exposição final do PA.


domingo, 1 de novembro de 2009

Analisando e refletindo...


Trago fragmentos das últimas atividades desenvolvidas no PEAD, para analisá-las e interligá-las:
"De acordo com Freire, antes da palavra o indivíduo lê o mundo e à medida que se lê o interpreta. Portanto, se o educador trabalhar no sentido de ampliar a visão de mundo que os alunos trazem, através da relação dialógica, reorientando as práticas educativas, estará permitindo que esse aluno desenvolva a capacidade de interpretar e transformar o mundo que o cerca."Didática


"Outro fator importante é o bom relacionamento entre professor e aluno como fundamento para a aprendizagem do grupo, mostrando que existem outras realidades no entorno. Que eles podem fazer a diferença no mundo de amanhã, sendo capazes de transformar suas vidas e o nosso planeta num lugar melhor de se viver. Penso que desejando melhorar a sociedade, o indivíduo deseja melhorar a si próprio. Por sua vez, a ação exercida pela sociedade, especialmente através da educação, acaba levando o indivíduo à auto-reflexão, engrandecendo-o e tornando-o um ser melhor. O poder do esforço constitui, precisamente, uma das características essenciais do homem, que deixará suas próprias marcas na história da humanidade. "EJA



"Acredito que o fundamental na educação de surdos seja o convívio com o grupo no qual ele estiver inserido, onde aprenderão regras de comportamento, valores culturais, sociais e intelectuais, de acordo com as suas necessidades e capacidades. "Libras


"As arquiteturas não prescindem de propostas de trabalho aos estudantes, elas são necessárias para ajudar na autonomização dos estudantes até que eles desenvolvam mecanismos de autonomia na aprendizagem. Na verdade, as arquiteturas têm componentes informativos e propositivos, pois a estrutura é uma forma com caminhos ora mais abertos ora mais fechados. Se assim não fosse a arquitetura seria outra coisa. Com orientação do professor, requerem-se do estudante ação e reflexão sobre experiências que contemplam na sua organização pesquisas, registros e sistematização do pensamento. O mesmo princípio se aplica aos professores, embora o âmbito de ação e reflexão seja de outra natureza." Seminário VII

Ao desenvolver as últimas atividades percebi o quanto elas estão interligadas.

Não é à toa que são chamadas de Interdisciplinas, não é mesmo?

Pois bem, além disso se complementam!

Paulo Freire ressalta a importância da relação professor /aluno na participação da construção das práticas educativas transformadoras, capazes de formar cidadãos críticos e atuantes, que com certeza deixarão suas contribuições para a humanidade, sejam eles crianças, jovens, adultos, surdos ou não. Mas o fundamental é a qualidade do convívio com o grupo no qual ele estiver inserido, onde poderá aprender e modificar regras e valores culturais, sociais e intelectuais, de acordo com o contexto. Já ao ler sobre as propostas de arquiteturas pedagógicas, novamente me fez lembrar de Freire no que se refere a ação e reação provocadas tanto no professor como no aluno, sendo uma prática libertadora e conquistadora.
Deixo uma última reflexão que serve de desafio para uma nova ação referente a interdisciplina de linguagem: “Muito mais interessante e produtivo é perguntarmos e examinarmos como as coisas funcionam e acontecem e ensaiarmos alternativas para que elas venham a funcionar e acontecer de outras maneiras” (VEIGA-NETO, 2003, p. 22).

Abraços

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Proposta Pedagógica

Ao assitir o filme do Menino Selvagem, o exemplo do médico Jean Itard, merece destaque e reflexão por parte de nós educadores, no que se refere as metodologias utilizadas e construídas, mesmo que nossos alunos não sejam surdos, ou tenham uma outra deficiência física.
Ele foi o responsável pela educação do menino selvagem, Victor, tentando civilizá-lo, mas sabia que as dificuldades eram intransponíveis e que seria necessário buscar alternativas adequadas pra superá-las. Que cada obstáculo dominado, iria prepará-lo para o seguinte, mas acabou exagerando nas jornadas extensas levando-o ao cansaço e fúria. Para ele Victor não poderia ser considerado um ser social não havendo nada a esperar da continuidade de sua educação. Somente após a fuga do menino e seu inesperado retorno ao seu grupo social o médico conseguiu perceber que o menino selvagem provou de seus sentidos, suas necessidades de sobrevivência podendo ser considerado um jovem notável com grandes expectativas.
  • Quantas vezes tentamos civilizar alunos que rotulamos de indisciplinados levando-os a fúria?
  • Quantas vezes tentamos encontrar alternativas para superar as dificuldades de aprendizagem e/ou indisciplina?
  • Chegamos a encontrar o caminho certo?
  • Exageramos nas atividades diárias?
  • Esperamos e compreendemos que eles podem aprender o que ainda não sabem?
  • Ou será que os consideramos anti-sociais, sem chances de se educarem?
Preciso é que entendamos que cada ser tem sua individualidade, suas próprias necessidades de sobrevivência e suas fragilidades e objetivos a atingir.

domingo, 25 de outubro de 2009

Ser um aluno EaD


Ocorreu na noite desta quarta feira no Centro de Cultura Lúcio Fleck uma atividade especial com a comunidade e alunos do Polo Universitário de Sapiranga. Foi realizada uma aula presencial especial, com a palestra da professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Patricia Behar, doutora em computação, abordando o tema “Modelos Pedagógicos em Educação à Distância”. Além disso, com a presença de representantes das universidades federais de Pelotas (Ufpel), Santa Maria (UFSM) e da Ufrgs, no evento foi discutido o crescimento da pólo nos últimos anos, que está transformando Sapiranga em um exemplo de ensino superior através da educação à distância (EAD). Estive conversando com o professor Crediné em nossa última aula presencial, sobre o que significa ser um aluno de um curso de educação à distância, bem como de sua importância na vida profissional como um todo. Ele me desafiou a realizar uma postagem sobre isso.


Pois bem lá vai!


Estive presente no dia 14 de outubro, na palestra realizada pela professora da UFRGS, Patricia Behar, doutora em computação, abordando o tema “Modelos Pedagógicos em Educação à Distância”. Nesse encontro presencial onde participaram alguns alunos, tutores e professores de nosso polo, um dos assuntos também apresentados e que merece destaque, é a comparação entre o perfil de aluno egresso de um curso presencial e de um aluno de EaD.


Algumas das autoridades presentes afirmaram ser o mesmo, comparando a qualidade de ensino e habilidades desenvolvidas em ambos os cursos. Já a palestrante trouxe uma visão diferenciada
onde o aluno EaD apresentar mais habilidades e competências desenvolvidas por aprender a buscar seu conhecimento sem o auxílio do professor como num curso presencial onde o professor é um expositor, por mais recursos que utilize, sempre será uma aula expositiva.


Fiquei refletindo sobre isso, e, concordo com a Profª Patrícia, pois em meu trabalho junto à SMED, diariamente, preciso de informações que os colegas da secretaria não possuem, ou não sabem informar. E, me vejo desafiada a buscá-las, navegando em sites, explorando-os e analisando as informações coletadas.


Jamais conseguiria antes de ingressar no PEAD!


Abração

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Pedagogia de Projetos

Partindo do pressuposto de William Kilpatrick, criador da metodologia de aprendizagem por Projetos, onde o interesse deve motivar n o aluno a vontade de saber, podemos destacar três questões indispensáveis para o planejamento dos Projetos:
· Como se realiza a aprendizagem;
· Como a aprendizagem intervém na vida para melhorá-la;
· Que tipo de vida é melhor.
Dessa forma, trabalhando com Projetos educamos como um um todo, desenvolvendo aspectos físicos, emocionais e intelectuais de nossos alunos, onde o principal objetivo da escola seria ensinar a criança a viver no mundo.