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domingo, 1 de novembro de 2009

Analisando e refletindo...


Trago fragmentos das últimas atividades desenvolvidas no PEAD, para analisá-las e interligá-las:
"De acordo com Freire, antes da palavra o indivíduo lê o mundo e à medida que se lê o interpreta. Portanto, se o educador trabalhar no sentido de ampliar a visão de mundo que os alunos trazem, através da relação dialógica, reorientando as práticas educativas, estará permitindo que esse aluno desenvolva a capacidade de interpretar e transformar o mundo que o cerca."Didática


"Outro fator importante é o bom relacionamento entre professor e aluno como fundamento para a aprendizagem do grupo, mostrando que existem outras realidades no entorno. Que eles podem fazer a diferença no mundo de amanhã, sendo capazes de transformar suas vidas e o nosso planeta num lugar melhor de se viver. Penso que desejando melhorar a sociedade, o indivíduo deseja melhorar a si próprio. Por sua vez, a ação exercida pela sociedade, especialmente através da educação, acaba levando o indivíduo à auto-reflexão, engrandecendo-o e tornando-o um ser melhor. O poder do esforço constitui, precisamente, uma das características essenciais do homem, que deixará suas próprias marcas na história da humanidade. "EJA



"Acredito que o fundamental na educação de surdos seja o convívio com o grupo no qual ele estiver inserido, onde aprenderão regras de comportamento, valores culturais, sociais e intelectuais, de acordo com as suas necessidades e capacidades. "Libras


"As arquiteturas não prescindem de propostas de trabalho aos estudantes, elas são necessárias para ajudar na autonomização dos estudantes até que eles desenvolvam mecanismos de autonomia na aprendizagem. Na verdade, as arquiteturas têm componentes informativos e propositivos, pois a estrutura é uma forma com caminhos ora mais abertos ora mais fechados. Se assim não fosse a arquitetura seria outra coisa. Com orientação do professor, requerem-se do estudante ação e reflexão sobre experiências que contemplam na sua organização pesquisas, registros e sistematização do pensamento. O mesmo princípio se aplica aos professores, embora o âmbito de ação e reflexão seja de outra natureza." Seminário VII

Ao desenvolver as últimas atividades percebi o quanto elas estão interligadas.

Não é à toa que são chamadas de Interdisciplinas, não é mesmo?

Pois bem, além disso se complementam!

Paulo Freire ressalta a importância da relação professor /aluno na participação da construção das práticas educativas transformadoras, capazes de formar cidadãos críticos e atuantes, que com certeza deixarão suas contribuições para a humanidade, sejam eles crianças, jovens, adultos, surdos ou não. Mas o fundamental é a qualidade do convívio com o grupo no qual ele estiver inserido, onde poderá aprender e modificar regras e valores culturais, sociais e intelectuais, de acordo com o contexto. Já ao ler sobre as propostas de arquiteturas pedagógicas, novamente me fez lembrar de Freire no que se refere a ação e reação provocadas tanto no professor como no aluno, sendo uma prática libertadora e conquistadora.
Deixo uma última reflexão que serve de desafio para uma nova ação referente a interdisciplina de linguagem: “Muito mais interessante e produtivo é perguntarmos e examinarmos como as coisas funcionam e acontecem e ensaiarmos alternativas para que elas venham a funcionar e acontecer de outras maneiras” (VEIGA-NETO, 2003, p. 22).

Abraços

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Proposta Pedagógica

Ao assitir o filme do Menino Selvagem, o exemplo do médico Jean Itard, merece destaque e reflexão por parte de nós educadores, no que se refere as metodologias utilizadas e construídas, mesmo que nossos alunos não sejam surdos, ou tenham uma outra deficiência física.
Ele foi o responsável pela educação do menino selvagem, Victor, tentando civilizá-lo, mas sabia que as dificuldades eram intransponíveis e que seria necessário buscar alternativas adequadas pra superá-las. Que cada obstáculo dominado, iria prepará-lo para o seguinte, mas acabou exagerando nas jornadas extensas levando-o ao cansaço e fúria. Para ele Victor não poderia ser considerado um ser social não havendo nada a esperar da continuidade de sua educação. Somente após a fuga do menino e seu inesperado retorno ao seu grupo social o médico conseguiu perceber que o menino selvagem provou de seus sentidos, suas necessidades de sobrevivência podendo ser considerado um jovem notável com grandes expectativas.
  • Quantas vezes tentamos civilizar alunos que rotulamos de indisciplinados levando-os a fúria?
  • Quantas vezes tentamos encontrar alternativas para superar as dificuldades de aprendizagem e/ou indisciplina?
  • Chegamos a encontrar o caminho certo?
  • Exageramos nas atividades diárias?
  • Esperamos e compreendemos que eles podem aprender o que ainda não sabem?
  • Ou será que os consideramos anti-sociais, sem chances de se educarem?
Preciso é que entendamos que cada ser tem sua individualidade, suas próprias necessidades de sobrevivência e suas fragilidades e objetivos a atingir.

domingo, 27 de setembro de 2009

Como me comunicar com alunos surdos?

Como me comunicar com alunos surdos?

Esta questão foi lançada como primeira atividade na Interdisciplina de Libras, que me causa grande preocupação, pois ainda não aprendi a língua de sinais, e não tenho uma boa expressão facial. Portanto se meu aluno não fizer leitura labial, ou apresentar dificuldades em me compreender, utilizaria bilhetes.
E se meu aluno estiver em fase de alfabetização? Como farei?
Neste caso a minha preocupação aumenta ainda mais, eu não faço a menor idéia de como proceder, considero-me incapaz até o presente momento. Espero que nesta Interdisciplina, com o auxílio da professora e dos tutores, podemos lançar nossas dúvidas e preocupações, que sejam respondidas em parte, com algumas "receitinhas" que nem precisam apresentar quantidades e ingredientes, mas o modo de fazer é de fundamental importância.

Até mais!
Silvana