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sábado, 7 de novembro de 2009

Livro da Vida


Lendo os textos sugeridos na Interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação, sobre os materiais didáticos, confesso que me surpreendi, pois nunca ouvi falar sobre o LIVRO DA VIDA, onde podemos registrar com destaque trabalhos espontâneos feitos pelos alunos diariamente, e complementá-los com a chamada CORRESPONDÊNCIA, trocando informações e fazendo contato com realidades diferentes que estimulam o aprendizado.


Sem dúvidas esses materiais didáticos serão de grande valia na construção de um PA com nossos alunos. Já havia postado na 2ª versão da arquitetura pedagógica, como forma de diário de bordo:


"Será confeccionado um diário de bordo coletivo e um individual, onde serão registradas as informações coletas e novas dúvidas dos alunos pela professora, através de palavras chaves e/ou imagens e desenhos."


Agora sei que posso fazê-lo e/ou chamá-lo de Livro da Vida, utilizando folhas grandes para serem acrescentadas diariamente, e assinadas, pelas contribuições pessoais embora pertença a toda a classe, formando uma espe´cie de álbum seriado para ser utilizado na exposição final do PA.


domingo, 1 de novembro de 2009

Analisando e refletindo...


Trago fragmentos das últimas atividades desenvolvidas no PEAD, para analisá-las e interligá-las:
"De acordo com Freire, antes da palavra o indivíduo lê o mundo e à medida que se lê o interpreta. Portanto, se o educador trabalhar no sentido de ampliar a visão de mundo que os alunos trazem, através da relação dialógica, reorientando as práticas educativas, estará permitindo que esse aluno desenvolva a capacidade de interpretar e transformar o mundo que o cerca."Didática


"Outro fator importante é o bom relacionamento entre professor e aluno como fundamento para a aprendizagem do grupo, mostrando que existem outras realidades no entorno. Que eles podem fazer a diferença no mundo de amanhã, sendo capazes de transformar suas vidas e o nosso planeta num lugar melhor de se viver. Penso que desejando melhorar a sociedade, o indivíduo deseja melhorar a si próprio. Por sua vez, a ação exercida pela sociedade, especialmente através da educação, acaba levando o indivíduo à auto-reflexão, engrandecendo-o e tornando-o um ser melhor. O poder do esforço constitui, precisamente, uma das características essenciais do homem, que deixará suas próprias marcas na história da humanidade. "EJA



"Acredito que o fundamental na educação de surdos seja o convívio com o grupo no qual ele estiver inserido, onde aprenderão regras de comportamento, valores culturais, sociais e intelectuais, de acordo com as suas necessidades e capacidades. "Libras


"As arquiteturas não prescindem de propostas de trabalho aos estudantes, elas são necessárias para ajudar na autonomização dos estudantes até que eles desenvolvam mecanismos de autonomia na aprendizagem. Na verdade, as arquiteturas têm componentes informativos e propositivos, pois a estrutura é uma forma com caminhos ora mais abertos ora mais fechados. Se assim não fosse a arquitetura seria outra coisa. Com orientação do professor, requerem-se do estudante ação e reflexão sobre experiências que contemplam na sua organização pesquisas, registros e sistematização do pensamento. O mesmo princípio se aplica aos professores, embora o âmbito de ação e reflexão seja de outra natureza." Seminário VII

Ao desenvolver as últimas atividades percebi o quanto elas estão interligadas.

Não é à toa que são chamadas de Interdisciplinas, não é mesmo?

Pois bem, além disso se complementam!

Paulo Freire ressalta a importância da relação professor /aluno na participação da construção das práticas educativas transformadoras, capazes de formar cidadãos críticos e atuantes, que com certeza deixarão suas contribuições para a humanidade, sejam eles crianças, jovens, adultos, surdos ou não. Mas o fundamental é a qualidade do convívio com o grupo no qual ele estiver inserido, onde poderá aprender e modificar regras e valores culturais, sociais e intelectuais, de acordo com o contexto. Já ao ler sobre as propostas de arquiteturas pedagógicas, novamente me fez lembrar de Freire no que se refere a ação e reação provocadas tanto no professor como no aluno, sendo uma prática libertadora e conquistadora.
Deixo uma última reflexão que serve de desafio para uma nova ação referente a interdisciplina de linguagem: “Muito mais interessante e produtivo é perguntarmos e examinarmos como as coisas funcionam e acontecem e ensaiarmos alternativas para que elas venham a funcionar e acontecer de outras maneiras” (VEIGA-NETO, 2003, p. 22).

Abraços

domingo, 25 de outubro de 2009

Ser um aluno EaD


Ocorreu na noite desta quarta feira no Centro de Cultura Lúcio Fleck uma atividade especial com a comunidade e alunos do Polo Universitário de Sapiranga. Foi realizada uma aula presencial especial, com a palestra da professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Patricia Behar, doutora em computação, abordando o tema “Modelos Pedagógicos em Educação à Distância”. Além disso, com a presença de representantes das universidades federais de Pelotas (Ufpel), Santa Maria (UFSM) e da Ufrgs, no evento foi discutido o crescimento da pólo nos últimos anos, que está transformando Sapiranga em um exemplo de ensino superior através da educação à distância (EAD). Estive conversando com o professor Crediné em nossa última aula presencial, sobre o que significa ser um aluno de um curso de educação à distância, bem como de sua importância na vida profissional como um todo. Ele me desafiou a realizar uma postagem sobre isso.


Pois bem lá vai!


Estive presente no dia 14 de outubro, na palestra realizada pela professora da UFRGS, Patricia Behar, doutora em computação, abordando o tema “Modelos Pedagógicos em Educação à Distância”. Nesse encontro presencial onde participaram alguns alunos, tutores e professores de nosso polo, um dos assuntos também apresentados e que merece destaque, é a comparação entre o perfil de aluno egresso de um curso presencial e de um aluno de EaD.


Algumas das autoridades presentes afirmaram ser o mesmo, comparando a qualidade de ensino e habilidades desenvolvidas em ambos os cursos. Já a palestrante trouxe uma visão diferenciada
onde o aluno EaD apresentar mais habilidades e competências desenvolvidas por aprender a buscar seu conhecimento sem o auxílio do professor como num curso presencial onde o professor é um expositor, por mais recursos que utilize, sempre será uma aula expositiva.


Fiquei refletindo sobre isso, e, concordo com a Profª Patrícia, pois em meu trabalho junto à SMED, diariamente, preciso de informações que os colegas da secretaria não possuem, ou não sabem informar. E, me vejo desafiada a buscá-las, navegando em sites, explorando-os e analisando as informações coletadas.


Jamais conseguiria antes de ingressar no PEAD!


Abração

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Alfabetização de adultos

Nunca trabalhei com turmas de alfabetização, mas ao ler o texto da Regina Hara, chamou-me a atenção sua afirmação sobre os adultos que não conseguem ser alfabetizados, e que, eles podem estar sendo submetidos a um processo inadequado, que conflitua com a maneira pela qual eles percebem a escrita. Dessa forma, muitas vezes, o educador tira a possibilidade do aluno utilizar suas hipóteses de fazer seus registros escritos, levando-o a procurar e estabelecer outro caminho.
Sem dúvidas a postura do professor frente aos alunos ainda não alfabetizados é relevante. Como alfabetizadores, nós somos os mediadores dessa interação e grandes responsáveis para que eles possam estabelecer relações entre o objeto e os sujeitos que produzem o conhecimento. Precisamos partir do que cada um já sabe e oferecer oportunidades de reflexão e prática para que possam chegar na leitura e escrita competentes, ou seja, estarem alfabetizados.

domingo, 20 de setembro de 2009

Como ensinar disléxicos?

Ensinar disléxicos a ler e a processar informações com mais eficiência é um processo de longo prazo e que exige paciência. Primeiramnte é preciso compreender como a maioria das pessoas aprendem a ler, uma vez que a leitura exige simultaneamente:

  • atenção dirigida às marcas impressas e controle do movimento dos olhos;
  • reconhecimento dos sons associados com as letras;
  • compreensão das palavras e gramática;
  • construção de idéias e imagens, comparação de idéias novas com as existentes;
  • armazenamento de idéias na memória.

Então como ensinar um aluno com dislexia?

  • Identificar os pontos fracos e as áreas geradoras de problemas, descobrindo o estilo cognitivo predominante e realizar o tratamento.
  • Utilizar material concreto, além de papel quadriculado, fazer jogos com premiações e castigos.
  • Utilizar rimas, músicas e repetições, ler em voz alta, fazer com que a criança leia em voz alta, a pratique a visualização dos problemas e use desenhos. Não complicar visualmente
  • É indispensável permitir o tempo para fazer exercícios.
  • Usar cartões com linguagem usada na aula.
  • Prestar atenção não apenas no resultado, mas no processo utilizado. Observe os acertos e não somente os erros, como o aluno chega aos resultados.

Trouxe este recorte da pesquisa realizado pelo nosso grupo de PA - Grupo 6, Dislexia, onde pesquisamos sobre a forma de tratamento existentes, por compreender ser de extrema importância. Desde todos os sintomas que podem ser observados pelos professores e familiares desde a fase da pré-escola até a fase adulta, até chegar nessa forma de auxiliar o aluno disléxico, a qual considero a mais importante de todas:

Prestar atenção não apenas no resultado, mas no processo utilizado. Observe os acertos e não somente os erros, como o aluno chega aos resultados.

Este deveria ser o pensamento de todos os profissionais da educação de um modo geral com todos os alunos com dificuldades de aprendizagem. Acredito também que seja a forma mais eficaz de avaliação, considerando sempre no processo utilizado, a aprendizagem construída pelo aluno, bem os caminhos utilizados para se chegar a um resultado.

domingo, 13 de setembro de 2009

Dislexia



Dislexia é uma disfunção que ocorre na Linguagem, dificultando a aprendizagem da leitura, da soletração, da escrita, da matemática e do uso da razão. Também dificulta os relacionamentos de maneira expressiva ou receptiva, corporal e social poradquirir a aprendizagem de maneira diferente dos padrões normais. O disléxico apresenta sintomas que podem ser observados pelo professor e por familiares, mesmo antes da alfabetização, na pré-escola, em idade escolar e na fase adulta. Estes devem encaminhá-lo para uma equipe multidisciplinar que fará uma avaliação, encaminhando-o para tratamento com especialistas da área. O tratamento auxiliará o disléxico nas suas limitações, permitindo uma melhora progressiva evitando problemas mais sérios relacionados com a auto-estima e socialização.

Importância dos Mapas Conceituais

Ao realizar as atividades na Interdisciplina de Seminário Integrador relacionada ao trabalho com Projetos de Aprendizagem, ficou bem claro a importância de se construir Mapas Conceituais no início, bem como ao realizar/analisar as informações adquiridas nas pesquisas para a compreensão do assunto pesquisado. A construção do segundo mapa permitiu que o grupo tenha uma noção exata do caminho percorrido, com a finalildade de esclarescer as certezas provisórias e dúvidas temporárias, e ainda verificar o que ainda não foi respondido referente a questão central de investigação.


domingo, 6 de setembro de 2009

Didática Comeniana

Comênio é considerado o pai da Didática, pois foi um dos primeiros a desenvolver livros didáticos para o ensino. De acordo com a Didática Magna, escrita por Comênio, onde ele desenvolveu suas idéias sobre o ensino, existem quatro elementos importantes da sua pedagogia: a consideração do aluno, o ensino igual para todos e o bom relacionamento entre professor e aluno, como fundamento para a aprendizagem do aluno.
Em 1658, publicou Orbis sensualium pictus (“O mundo em imagens”), o primeiro texto ilustrado que aparece na Historia da Pedagogia. Na verdade, Comênio chamou a atenção para respeitar a capacidade de compreensão do aluno, de não sobrecarregá-lo de progredir do fácil para o difícil, de motivá-los a se ajudarem, a ensinarem uns aos outros. Também brincavam, ouviam e cantavam músicas, intercalando com os conteúdos. Portanto a aprendizagem através do lúdico parece ter sido valorizada, pois esse método foi utilizado por aproximadamente cem anos.


Fonte:
TEXTO 1: Vida e obra de Comênio. In: http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo7/didatica/unidade1/enfoque2_comenio/vida_obra_comenio.htm
TEXTO 2: Didática Magna. In: Tratado da Arte Universal de Ensinar Tudo a Todos. In: http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo7/didatica/unidade1/enfoque2_comenio/saudacao_aos_leitores_link2.p
TEXTO 3: DOLL, Johannes; ROSA, Russel Teresinha Dutra da. A metodologia tem história. In: _______ (orgs.). Metodologia de Ensino em Foco: práticas e reflexões. Porto Alegre: UFRGS, 2004, p.26-29.
Orbis Pictus. In: http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo7/didatica/unidade1/enfoque2_comenio/livro_didatico_link4.pdf

Leitura, escrita e oralidade

A partir da leitura do texto “A leitura, a escrita e a oralidade como artefatos culturais”, de Maria Isabel Dalla Zen e lole Faviero Trindade, na Interdisciplina de Linguagem e Educação, referente às diferenciações que podem ocorrer em relação à fala ou à escrita nas múltiplas linguagens, pude perceber que são duas modalidades da nossa língua materna, que se distinguem.
Existem vários dialetos, vários modos de se falar de acordo com a cultura e o grupo social em que o indivíduo estiver inserido. Ler e escrever, são maneiras de se comunicar, construídas pelo próprio sujeito em interação com o meio, da mesma forma que ouvir e falar. A construção da linguagem oral, é marcada por características próprias do sujeito, de acordo com a influência do meio cultural em que ele estiver inserido. Mas a leitura e a escrita depende de regras da língua padrão, ou seja lê-se e escreve-se sem as características/vícios da oralidade, ou seja, não podemos escrever da mesma maneira que falamos utilizando gírias e modismos.

Fonte: A leitura, a escrita e a oralidade como artefatos culturais. DALLA ZEN; TRINDADE, 2002. In :
http://www.pead.faced.ufrgs.br/sites/publico/eixo7/linguagem/texto1_modulo1.doc