domingo, 28 de março de 2010

Acho que encontrei um caminho...


Sinceramente, estou sentindo-me confusa! Pareço uma barata tonta! Passei muitas horas organizando minha frontpage onde serão registradas as experiências vivenciadas no meu estágio, e, parece que estão incompletas ... volto a editá-las e parece não ter fim. Entendi que serão complementadas constantemente, pois ainda não havia me preocupado em saber certas coisas sobre a realidade da escola e das famílias de meus alunos.

Agora, ainda falta um esboço da(s) arquitetura(as) pedagógicas!!!

Vou arriscar em mais de uma arquitetura, tentando fugir um pouco dos PAs, sem dúvidas é o modelo que estamos mais acostumadas, mas... com alunos menores, sendo que vou trabalhar com 1º Ano, vou investir em estudos de caso (pode ser um ambiente de autoria de casos, de resolução de problemas ou de recuperação de casos) e/ou uma arquitetura incidente onde posso desenvolver oficinas com atividades e graus de complexidade, explorar tarefas de conteúdo com vista a realização de outra atividade mais interessante e ainda desenvolver atividades divertidas realizadas com software educacional e internet.

Vou arriscar!

domingo, 21 de março de 2010

Rumo ao estágio...

Mais um semestre se inicia, sendo que nesse Eixo 8, temos de desenvolver nosso estágio baseados em uma arquitetura pédagógica! Confesso que estou um tanto perdida ainda. Lembrei do modelo que tivemos de fazer em grupo no semestre passado, mas achei confuso. Resolvi então, pesquisar nos materiais que recebemos e estou refletindo sobre algumas questões para decidir que rumo tomar...
Existem 4 tipos de arquiteturas pedagógicas:

1. Projetos de Aprendizagem:
* selecionar uma curiosidade;
* registrar o que já sabem;
* dúvidas e certezas para selecionar e buscar os desafios;
* escolher os procedimentos;
* encontrar alternativas de solução;
* organizar dados;
* comunicar os resultados.

2. Estudo de Caso:
* definir o que o estudante precisa para resolver o problema,se ele pode realizar por si ou necessita de um especialista?
* pode ser um ambiente de autoria de casos, de resolução de problemas ou de recuperação de casos.

3. Arquitetura incidente:
* oficinas com atividades e graus de complexidade;
* exploração não dirigida de tarefas de conteúdo com vista a realização de outra atividade mais interessante;
* atividades divertidas realizadas com software educacional e internet.

4. Ação Simulada:
* através de ambiente de simulações de ações.

Vou refletir sobre cada uma delas e com o diagnóstico da minha turma de 1º Ano, decidir o quê e como vou desenvolver o meu estágio.

Mãos à obra!
Abraços, e um bom estágio pra tod@s nós e para o Edson
Silvana

sábado, 16 de janeiro de 2010

Nossas virtudes

Tirei um tempinho pra ler um livro que ganhei no Dia dos Professores, Pequeno Tratado das Grandes Virtudes - André Comte-Sponville. Fiz uma síntese das virtudes apresentadas por Sponville, começando pela polidez necessária a todos nós para nos lapidarmos e encerrando com o amor, sentimento que deveria ser universal, e está cada vez mais raro na humanidade.
Enfim, a moral começa, pois, no ponto mais baixo – pela polidez- e de algum modo tem de começar. Nenhuma virtude é natural; logo é preciso tornar-se virtuoso. Mas como, se já não somos? “As coisas que é preciso ter aprendido para fazê-las”, explicava Aristóteles, “é fazendo que aprendemos”. A polidez, observava La bruyère, “nem sempre inspira a bondade, a eqüidade, a complacência, a gratidão; pelo menos dá uma aparência disso e faz o homem parecer por fora como deveria ser por dentro”. É apenas um começo, mas o é.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Teorias em Ação

Pensei em fazer uma nova postagem, encerrando 2009/02, baseada no meu workshop, trazendo reflexões sobre meu fazer docente, de acordo com os teóricos abordados...


Relação Dialógica




"OLIVEIRA (1999) aborda a questão do perfil dos alunos da EJA, como excluídos da escola regular, que possui regras específicas e linguagem particular e as possíveis relações entre a diversidade cultural e intelectual."



Se o educador trabalhar no sentido de ampliar a visão de mundo que os alunos trazem, através da relação dialógica, reorientando as práticas educativas, estará permitindo que esse aluno desenvolva a capacidade de interpretar e transformar o mundo que o cerca, sem regras específicas estabelecendo relações diversificadas.



Múltiplas Linguagens

" TRINDADE se refere às diferenciações que podem ocorrer em relação à fala ou à escrita nas múltiplas linguagens."


Ler e escrever são maneiras de se comunicar, construídas pelo próprio sujeito em interação com o meio, da mesma forma que ouvir e falar. Atuo como professora de pré-escola e percebo que a construção da linguagem oral é marcada por características próprias do sujeito, de acordo com a influência do meio cultural em que ele estiver inserido. Em contrapartida, a leitura e a escrita depende de regras da língua padrão, ou seja, lê-se e escreve-se sem as características/vícios da oralidade. Tenho o hábito de deixar claro aos meus alunos que não podemos escrever da mesma maneira que falamos utilizando gírias e modismos.

Ato de Planejar

RODRIGUES nos traz questionamentos fundamentais e imprescindíveis para o constante ato de planejar :

1. A justificativa, os objetivos estão de acordo com o as atividades propostas?
2. O desenvolvimento de cada uma das atividades está claro?
3. As atividades possuem um encadeamento no qual uma oferece suporte para complementar à outra?
4. O plano está focado no ensino da língua materna?


Obviamente não costumo fazer esses questionamentos, mas concordo que devemos fazer outros mais comuns(O que vou fazer? Para quê? e Como?). De acordo com VEIGA-NETO, “Muito mais interessante e produtivo é perguntarmos e examinarmos como as coisas funcionam e acontecem e ensaiarmos alternativas para que elas venham a funcionar e acontecer de outras maneiras” Muitas vezes, no caminho para o trabalho, já vou fazendo uma auto-análise verificando o que pode ser substituído e/ou complementado em meus planos de aula.

Libras

"Muitas pessoas pensam que as línguas de sinais são um sistema de comunicação superficial, com conteúdo restrito, sendo estética, expressiva e linguisticamente inferior ao sistema de comunicação oral. (QUADROS & KARNOPP, 2004). Os surdos possuem uma língua, uma cultura, questões históricas as quais merecem ser consideradas e estudadas por todos nós. É um erro comum dizer: "linguagem de sinais". O correto é língua de sinais, do mesmo modo que não se diz “linguagem portuguesa” ou “linguagem alemã”, mas sim língua portuguesa e língua alemã. "


Essa afirmação sobre Libras, tão bem descrita em QUADROS & KARNOPP, 2004, permite desfazer o equívoco em pensar que Libras seja um sistema de comunicação inferior ao sistema de comunicação oral. Da mesma forma que nos referimos à língua portuguesa, devemos agir em relação à língua de sinais – LIBRAS. Para Chomsky são línguas que fluíram de uma necessidade natural de comunicação entre pessoas que não utilizam o canal auditivo oral, mas o canal espaço visual como modalidade lingüística. Por meio destes sucessos conquistados entre os surdos hoje há escolas especializadas em linguagem de sinais e ela é aceita como língua.

Seminário Integrador VII

Ao analisar o meu portfólio de aprendizagens pude identificar uma compreensão interdisciplinar na maioria das postagens, havendo no conjunto do blog mais de uma postagem para cada Interdisciplina, havendo certa regularidade nas mesmas. No item referente à complementação ou reformulação das postagens, tendo por base os comentários realizados pela tutora, deixei a desejar, pois em algumas refleti sobre o questionamento proposto, mas não fiz o registro. Também considero importante e parei de fazer o registro da fonte das postagens, citando a referência bibliográfica, o que facilitaria ainda mais a construção dessa síntese.

Analisando e refletindo destaco essa postagem como a mais importante do semestre, pois permite uma reflexão a partir de Paulo Freire, de como as propostas das interdisciplinas desse Eixo podem ajudar a compreender o mundo de forma interligada.

Silvana De Negri
dezembro/2009

domingo, 15 de novembro de 2009

Planejando ...



De acordo com o roteiro para a análise dos planos de aula, referentes ao módulo7 da interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação, devemos ler todo o nosso plano para um dia de trabalho, prestando a atenção para verificar se a justificativa, os objetivos estão de acordo com o as atividades propostas, e ainda, se o desenvolvimento de cada uma das atividades estão claros. Ainda faz-se necessário observar se as atividades possuem um encadeamento no qual uma oferece suporte para complementar à outra e se o plano está focado no ensino da língua materna.

Obviamente que não fazemos estas reflexões diariamente, mas realizamos outros
questionamentos como educadores responsáveis, como agentes transformadores:

  • O que vamos fazer?
  • Para quê?
  • Como?
No dia seguinte é imprescindível uma auto-análise verificando
o que pode ser substituído e/ou complementado.

sábado, 7 de novembro de 2009

Livro da Vida


Lendo os textos sugeridos na Interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação, sobre os materiais didáticos, confesso que me surpreendi, pois nunca ouvi falar sobre o LIVRO DA VIDA, onde podemos registrar com destaque trabalhos espontâneos feitos pelos alunos diariamente, e complementá-los com a chamada CORRESPONDÊNCIA, trocando informações e fazendo contato com realidades diferentes que estimulam o aprendizado.


Sem dúvidas esses materiais didáticos serão de grande valia na construção de um PA com nossos alunos. Já havia postado na 2ª versão da arquitetura pedagógica, como forma de diário de bordo:


"Será confeccionado um diário de bordo coletivo e um individual, onde serão registradas as informações coletas e novas dúvidas dos alunos pela professora, através de palavras chaves e/ou imagens e desenhos."


Agora sei que posso fazê-lo e/ou chamá-lo de Livro da Vida, utilizando folhas grandes para serem acrescentadas diariamente, e assinadas, pelas contribuições pessoais embora pertença a toda a classe, formando uma espe´cie de álbum seriado para ser utilizado na exposição final do PA.


domingo, 1 de novembro de 2009

Analisando e refletindo...


Trago fragmentos das últimas atividades desenvolvidas no PEAD, para analisá-las e interligá-las:
"De acordo com Freire, antes da palavra o indivíduo lê o mundo e à medida que se lê o interpreta. Portanto, se o educador trabalhar no sentido de ampliar a visão de mundo que os alunos trazem, através da relação dialógica, reorientando as práticas educativas, estará permitindo que esse aluno desenvolva a capacidade de interpretar e transformar o mundo que o cerca."Didática


"Outro fator importante é o bom relacionamento entre professor e aluno como fundamento para a aprendizagem do grupo, mostrando que existem outras realidades no entorno. Que eles podem fazer a diferença no mundo de amanhã, sendo capazes de transformar suas vidas e o nosso planeta num lugar melhor de se viver. Penso que desejando melhorar a sociedade, o indivíduo deseja melhorar a si próprio. Por sua vez, a ação exercida pela sociedade, especialmente através da educação, acaba levando o indivíduo à auto-reflexão, engrandecendo-o e tornando-o um ser melhor. O poder do esforço constitui, precisamente, uma das características essenciais do homem, que deixará suas próprias marcas na história da humanidade. "EJA



"Acredito que o fundamental na educação de surdos seja o convívio com o grupo no qual ele estiver inserido, onde aprenderão regras de comportamento, valores culturais, sociais e intelectuais, de acordo com as suas necessidades e capacidades. "Libras


"As arquiteturas não prescindem de propostas de trabalho aos estudantes, elas são necessárias para ajudar na autonomização dos estudantes até que eles desenvolvam mecanismos de autonomia na aprendizagem. Na verdade, as arquiteturas têm componentes informativos e propositivos, pois a estrutura é uma forma com caminhos ora mais abertos ora mais fechados. Se assim não fosse a arquitetura seria outra coisa. Com orientação do professor, requerem-se do estudante ação e reflexão sobre experiências que contemplam na sua organização pesquisas, registros e sistematização do pensamento. O mesmo princípio se aplica aos professores, embora o âmbito de ação e reflexão seja de outra natureza." Seminário VII

Ao desenvolver as últimas atividades percebi o quanto elas estão interligadas.

Não é à toa que são chamadas de Interdisciplinas, não é mesmo?

Pois bem, além disso se complementam!

Paulo Freire ressalta a importância da relação professor /aluno na participação da construção das práticas educativas transformadoras, capazes de formar cidadãos críticos e atuantes, que com certeza deixarão suas contribuições para a humanidade, sejam eles crianças, jovens, adultos, surdos ou não. Mas o fundamental é a qualidade do convívio com o grupo no qual ele estiver inserido, onde poderá aprender e modificar regras e valores culturais, sociais e intelectuais, de acordo com o contexto. Já ao ler sobre as propostas de arquiteturas pedagógicas, novamente me fez lembrar de Freire no que se refere a ação e reação provocadas tanto no professor como no aluno, sendo uma prática libertadora e conquistadora.
Deixo uma última reflexão que serve de desafio para uma nova ação referente a interdisciplina de linguagem: “Muito mais interessante e produtivo é perguntarmos e examinarmos como as coisas funcionam e acontecem e ensaiarmos alternativas para que elas venham a funcionar e acontecer de outras maneiras” (VEIGA-NETO, 2003, p. 22).

Abraços