domingo, 11 de julho de 2010

Proposta & Sonho para o Futuro

Chegou o momento final do estágio onde precisamos continuar fazendo postagens e concluir o relatório final. Parece que estou sempre repetindo amesma coisa de forma diferente...
Durante estágio a questão mais importante que surgiu para ser investigada, trabalhada, analisada do ponto de vista teórico, como professora foi sobre “Como a criança desenvolve sua imaginação criadora através do lúdico e do faz-de-conta?”
Pois bem, essa foi minha última postagem aqui no portfólio, mas também trago uma citação de Drumond que gosto muito e sitetiza meu sonho para o futuroem todas as áreas...
“O importante é não estar aqui ou ali, mas SER. E Ser é uma ciência feita de pequenas e grandes coisas e grandes observações do cotidiano dentro e fora da pessoa. Quando não executamos essas observações, não chegamos a ser, apenas estamos desaparecendo.”

Carlos Drumond de Andrade

Meu sonho é nunca desaparecer. Que eu sempre esteja aberta as observações do cotidiano escolar, familiar e pessoal, esteja onde estiver sempre sendo quem eu sou com simplicidade e humildade para reconhecer que somos pequenos diante da eternidade.

Abraços a tod@s e ao edson e bom final de semestre
Silvana

domingo, 27 de junho de 2010

Muito difícil decidir ?!?

Estou formatando meu Projeto de Estágio, para dar continuidade ao relatório final ... acredito que ir eliminando tarefas, refazendo e reorganizando o que não foi bem feito ou talvez, feito "as pressas", seja o melhor caminho.

Assim, estou conseguindo reorganizar minhas idéias e cumprir as tarefas finais desse semestre.

Mas, a mais difícil é definir questões a serem investigadas no Trabalho de Conclusão!

No meu esboço de arquitetura pedagógica falei nas brincadeiras de faz-de-conta.

De acordo com Vygotsky (1998), o faz-de-conta é uma atividade importante para o desenvolvimento cognitivo da criança, pois exercita no plano da imaginação, a capacidade de planejar, imaginar situações lúdicas, os seus conteúdos e as regras inerentes a cada situação. Para este autor, “a situação imaginária de qualquer forma de brinquedo já contém regras de comportamento, embora possa não ser um jogo com regras formais estabelecidas a priori. A criança imagina-se como mãe da boneca e a boneca como criança e, dessa forma, deve obedecer às regras do comportamento maternal” (VYGOTSKY, 1998:124).


Talvez seja um caminho a ser investigado:

  • Como a crinaça desenvolve sua imagiação criadora através de uma brincadeira lúdica de faz-de-conta?

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Final de estágio , quando?

Ao longo do PEAD, me acostumei a utilizar o portfólio para postar atividades realmente significativas. Algumas vezes acabo postando somente para cumprir atividades propostas e prazos. Fico pensando: A quem estou engando? Estranho, será que esse sentimento é comum no final de estágio. Ou será o resultado de stress+ final de estágio + preocupações +  falta de tempo = falta de ideias???

Esse resultado - falta de ideias me preocupa. Sento em frente ao computador no final do dia (tempo que me resta) e fico horas, inerte... sem saber o que fazer, o que escrever, por onde começar. Diariamente, leio, releio, e não saio do lugar. Quando tento iniciar a síntese do relatório de estágio, parece que estou sempre dizendo a mesma coisa, enchendo linguiça...

Agora consegui fazer a versão 1 do workshop, não ficou lá essas coisas, mas foiiiiiiiiiiii

Talvez, a partir do que rascunhei nessas duas questões consiga dar continuidade ao relatório.

Abraços
Silvana

domingo, 13 de junho de 2010

Final de estágio ... ou não?

Senti um certo alívio por estar encerrando as nove semanas de estágio. Não que eu como educadora vá deixar de realizar atividades significativas, deixar de usar as tecnologias, sejam elas impressas ou virtuais. Mas, confesso que não precisar mais registrar tudo em detalhes, com objetivos diários e reflexões teóricas, permitiram uma certa tranquilidade.



Bem, ao menos foi o que pensei!!! Mas ... Será???

Tenho trabalhado demais, na verdade são dois empregos, ambos ligados a área educacional, mas que exigem muito planejamento, reflexão e responsabilidade. Também não tenho tido tempo suficiente para planejar e executar todas as ações em que estou envolvida. Mas... faz parte! Vivemos num Planeta, sem dúvidas Tecnológico, onde precisamos dar conta de aprender a utilizá-las e ainda otimizar nosso tempo.

Agora, preciso me concentrar no relatório final. Não consegui participar do encontro presencial, mas li o material disponível com o modelo de relatório, e, penso que é chegado o tempo de respirar fundo, resgatar as energias e tentar definir a linha de pesquisa para encaminhar o Trabalho de Conclusão do final do curso.

No esboço da minha arquitetura pedagógica, falei em brincadeiras de faz-de-conta, no lúdico e na alfabetização... e agora???

Será isso mesmo???

Abraços

domingo, 6 de junho de 2010

Dificuldades de Aprendizagem e de Ensino...

Durante o feriado, participei do Congresso Internacional sobre Dificuldades de Aprendizagens e do Ensino, onde tive a oportunidade de assistir várias palestras e debates. Confesso que fiquei surpresa, pois pouco ouvi de diferente das abordagens e vivências que tivemos no PEAD até o presente momento. Dentre elas, destaco a Conferência de Emília Cipriano que com a Temática - O educador, suas emoçõese sua relação com a criança, onde afirmou que o educador precisa aprender a SER diferente. Para haver mudanças é necessário mexer nas suas crenças, haver comunicação (dialogar com o seu SER e de todos os envolvidos no processo... alunos, pais, equipe diretiva, funcionários, técnicos) 

Não podemos esquecer que o educador é um profissional, uma pessoa que constrói identidades e que precisa aprender a ler o seu grupo, bem como ler suas necessidades. Que vivemos num mundo tão sem referências, que nós educadores somos a referência. Que é preciso revermos nossa trajetória!!!

Nesse momento, foi citado TARDIF - Direitos e Deveres dos Professores, onde CIPRIANO, falou da necessidade do educador se libertar das amarras do passado, das marcas do Trabalho Docente & sua escolaridade.  Fiquei pensando ... já vivenciei isso, e, como seria  bom se todos os educadores pudessem fazer esse exercício de reflexão, em reuniões pedagógicas, podendo construir um novo caminho para haverem realmente mudanças significativas na Educação.

Encerrou seu discurso falando sobre a necessidade de Formação Inicial e Continuada, onde haja uma auto formação, ou seja, o próprio educador busque suas necessidades de formação; busque construir aprendizagens significativas, que possam mudar sua postura frente as suas necessidades e/ou dificuldades; elaborar com frequencia mapas conceituais para ressignificar sua ação docente.

Me senti privilegiada, por já estar no caminho certo! Com certeza, ao longo do PEAD, busquei minha autoformação docente, construí aprendizagens significativas que muito me auxiliam na resolução de dificuldades. Nem sempre faço mapas conceituais, mas sempre faço esquemas mais simples que me auxiliam no novo caminho a seguir, revendo o que já fiz, estabelecendo novas prioridades e novos rumos a seguir.

domingo, 30 de maio de 2010

Adaptações necessárias a aprendizagem

Trabalho com um grupo de estudos formado por professores que atuam nas Salas de Recursos Multifuncionais, as quais recebemos através da adesão a um Programa do MEC/FNDE, no nosso município. Tenho acompanhado suas aflições e empenho em adaptar materiais para os alunos portadores de necessidades especiais, e, de repente, me vejo em situação semelhante.  Recebemos na nossa escola, mobiliário que no meu enteder é adequado para alunos de 1º ano.

Pois bem! bateu a curiosidade e fui buscar referenciais teóricos, e, confesso que fiquei surpresa. As mesas(classes) que temos nas escolas da rede pública em geral, não é adequado. Achei interessante a comparação entre as duas imagens abaixo:



A foto 'A' mostra a postura do aluno assumida no mobiliário tradicional. Em 'B', observe o arranjo na carteira introduzido pelo aluno, na tentativa de melhorar o campo de visão e sua área de trabalho.

Também existem legislações para as questões posturais e modelos de mobiliário adequado de acordo com o tamanho do aluno, no MEC/FNDE:
  • CJA-03 – Conjunto para aluno tamanho 3, para alunos com altura entre
    1,19m e 1,42m
  • CJA-04 – Conjunto para aluno tamanho 4, para alunos com altura entre
    1,33m e 1,59m
  • CJA-06 – Conjunto para aluno tamanho 6, para aluno com altura entre
    1,59m e 1,88m
  • Conjunto para professor (CJP-01): composto por dois elementos
    independentes: mesa e cadeira.
  • Mesa acessível para pessoa em cadeira de rodas (MA-01): mobiliário
    escolar para estudante, composto por mesa apropriada para cadeirantes.
Achei pertinente trzaer essas questões à tona, e, fico pensando que existem tantas situações e dificuldades a serem superadas, e muitas vezes, ou melhor, na maioria das vezes o professor nem sabe que essas questões posturais interferem na aprendizagem e nas relações comportamentais em sala de aula.

domingo, 23 de maio de 2010

semana gratificante

De um modo geral foi uma semana muito produtiva, muitas conquistas e descobertas. Primeiramente, alunos iniciando o processo de leitura, juntando letras e sílabas, se alfabetizando sem cobranças. Depois, meu aluno de inclusão que dias antes na avaliação junto aos técnicos do NAE, afirmei não saber se estava fazeendo a coisa certa, pois não costumo obrigar que ele faça todas as atividades que os demais alunos da turma fazem, e, que isso me preocupava muito sendo que ano que vem ele iria para o 2º ano do EF 9 anos e não acompanharia. Pois bem essa semana ele me surpreendeu e também a todos os coleguinhas, ao me solicitar que contasse quantas vezes ele abriu a boca para falar TARTARUGA, e nem estávamos trabalhando  com a palavra em questão, ele estava pintando uma tartaruguinha...

Nunca trabalhei com uma turma de alfabetização, mas estes momentos tem sido muito gratificantes. Trago uma citação de GANDIN, que retrata meu modo de pensar como educadora:

Planejamento é elaborar - decidir que tipo de sociedade e de homem se quer e que tipo de ação educacional é necessária para isso; verificar a que distância se está deste tipo de ação e até que ponto se está contribuindo para o resultado final que se pretende; propor uma série orgânica de ações para diminuir esta distância e para contribuir mais para o resultado final estabelecido; executar - agir em conformidade com o que foi proposto e avaliar - revisar sempre cada um desses momentos e cada uma das ações, bem como cada um dos documentos deles derivados (Gandin, 1985, p.22).

Além disso, nosso vídeo sobre os Direitos da Criança, ficou muito bom, quero só ver a carinha dos alunos ao verem e ouvirem a sua voz. Foi um trabalho coletivo, cooperativo onde aprendemos muito um com o outro. Aprendemos adividir, a esperar a sua vez para fzer o desenho no paint, bem como para gravar o áudio.