domingo, 10 de maio de 2009

Metodo Clínico

Ao realizar a atividade em grupo na Interdisciplina de Desenvolvimento e Aprendizagem sob o enfoque da Psicologia II, no qual após a leitura do material recomendado sobre o método clínico piagetiano e a descrição de algumas provas, nós deveríamos escolher e aplicar uma das provas sugeridas em uma criança de acordo com o roteiro descrito. Como relatora do grupo, apliquei a prova com um de meus alunos.
Confesso que me senti um tanto insegura na utilização do método clínico, pois de acordo com PIAGET, o “bom experimentador deve, saber observar, deixar a criança falar, não desviar nada e, ao mesmo tempo, saber buscar algo preciso, ter a cada instante uma hipótese de trabalho, uma teoria verdadeira ou falsa para controlar”. Com certeza deixei que o aluno falasse, mas não sabia com precisão a resposta que deveria buscar. O raciocínio do meu aluno foi muito rápido, e o que mais me deixou intrigada foi o fato dele estar acostumado a brincar disso.

Racismo na Escola

“A reprodução do racismo na escola é um dos temas mais relevantes da agenda dos movimentos sociais
negros, em todo o país. Não sem razão, evidentemente. Por trás das altas taxas de infreqüência, repetência e evasão escolar verificadas entre as crianças negras, existe um denominador comum: a estigmatização e a desqualificação delas em razão do racismo”
(MOREIRA, 1997, p. 102).
Confesso que li e reli essa afirmação de MOREIRA. Nas primeiras vezes que li, discordei como um todo, mas após as entrevistas de alunos afro-descendentes, esse denominador comum fica evidente! Eu sempre tive amigos negros e nunca os vi de forma diferenciada, pra mim eram iguais e tinham asd mesmas oportunidades. Da mesma forma que eu estudavam em escolas públicas, e diferente de mim, alguns desses já tem uma ótima formação superior e consequentemente são bem sucedidos profissionalmente.
Porém, nunca havia percebido que eles estão e/ou são estigmatizados e desqualificados em razão do racismo. Nas entrevistas todos mostram preocupações com estudos, tirar boas notas para poderem competir com dignidade no mercado de trabalho! Ainda que não haja taxas de infrequencia, evasão e repetência entre alunos negros, a escola tem um papel de fundamental importância, necessitando que nós educadores tenhamos um olhar diferenciado abrangendo todas as dimensões citadas e pesquisadas por Marilene Paré.

domingo, 3 de maio de 2009

Expressões Afro-Culturais ...

Ainda não consegui fazer as entrevistas com alunos negros referentes a Interdisciplina de Educação Étnico-Racial, pois na escola em que trabalho atualmente não existem alunos negros. Fazendo um retrospecto, tirando as turmas de educação infantil, já tive aproximadamente vinte turmas de ensino fundamental, e somentre um aluno negro ... Boykin, afirma em sua pequisa ter detectado a existência de nove grandes dimensões da expressão afro-cultural comum a todos.
Confesso que consegui como educadora, relacionar essas dimensões à outros grupos que sofrem discriminações no ambiente escolar. Conforme HAMACHECK, 1979, a maioria dos alunos que evadem tomam essa decisão por baixa auto-estima e por se sentirem desvalorizados. Pensando nisso e diante da realidade escolar, vejo muito mais discriminação sobre alunos com dificuldades de aprendizagem do que sobre negros.
Posso até estar enganada, pois ainda não fiz as referidas entrevistas...
Abraços

domingo, 26 de abril de 2009

Fardo de um professor

Ao realizar a atividade de Filosofia da Educação referente ao filme O Clube do Imperador, trouxe à tona uma grande preocupação minha como educadora. Me refiro onde por alguns instantes o professor Hundert deixa transparecer ter fracassado ao proporcionar uma chance no passado a um aluno e ele ter se tornado um mentiroso e um homem sem virtudes. Mas após a homenagem afirma que "o valor de uma vida não é determinado por único fracasso ou um sucesso solitário. Por mais que tropecemos o fardo de um professor é sempre esperar que o aprendizado possa mudar o caráter de um garoto e assim mudar o destino de um homem."

Muitas foram as vezes em que apostei nos meus alunos, pensando que todos tendo boas oportunidades podem se tornar homens de bem. Fica aí uma grande lição caráter não se pode mudar com aprendizados, ou seja, independe do educador, dependede do querer do próprio indivíduo evolvid na aprendizaem.

Divesidade Énico-Racial

Trabalhar sobre discriminação, onde tive de pensar e planejar uma ação educativa com uma abordagem étnico-racial em minha escola, não foi muito difícil. Sempre busquei trabalhar as diferenças sociais e culturais, com respeito e de forma crítica, onde meus alunos pudessem expor e/ou expressar suas opiniões. Mesmo sendo um tema complexo, considero indispensável.

“Indispensável porque é neste momento que a criança está em formação física, cognitiva e moral, sendo assim, a intervenção pedagógica poderá contribuir para que ela venha conviver nesta sociedade, de múltiplas configurações étnicas, religiosas, culturais, compreendendo essas diferenças e como são produzidas na sociedade. Complexo, pois envolve não somente os preconceitos dos alunos/as, mas também dos próprios professores. Em função disso muitas vezes este tema ou é tratado de forma superficial, enfatizando só o sentimento de consideração por ter o negro contribuído para a construção da ‘nação brasileira’, ou é simplesmente ignorado.”

Bastante forte e reflexiva a citação acima retirada do texto de Luciane Andréia Ribeiro Leite. Baseada no seu texto, eu busquei desenvolver uma proposta de contar a história infantil da Menina bonita do laço de fita, resgatar alguns valores sociais e porque não cristãos, sendo que trabalho numa escola de cunho cristão. Também considerei o fato de meus alunos serem pequenos e estarem em formação física, cognitiva e moral, para desenvolver essa proposta pedagógica tornando-os sujeitos ativos do processo como “cuidadores” da menina (boneca). Acredito que a atitude de envolver os pais nesse processo de aprendizagem também enriquece o fazer aprendendo e ensinando, onde eles também sabem dos valores que estão sendo passados aos seus filhos no ambiente escolar.

Períodos do Conhecimento


Através de leituras sugeridas na Intriciplina de Psiclogia, a própria teoria de Piaget passa por níveis que, não por acaso, são divididos em quatro, tais como os quatro grandes períodos do desenvolvimento cognitivo na sua obra. Acredito que consegui num dos trbalhos, sintetizar características relevantes para poder identificar e compreender os quatro períodos ou estádios do conhecimento humano, que poderão me auxiliar nas atividades didático-pedagógicas.

Esse estudo realizado por Piaget, serve para que ´educadores possamos entender e ampliar nossos conhecimentos, para sabermos “qual a origem do conhecimento humano” e ainda, “como se passa de um conhecimento mais simples a um mais complexo”. Faz-se necessário estarmos atentos ao caráter integrativo do sujeito envolvido, onde podemos distinguir em qual estádio ele se encontra observando sua relação com o objeto, suas características cognitivas, sua maneira de pensar, que se reflete na maneira como ele lida com suas dificuldades no ambiente em que está inserido.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Cultura Indígena

Resolvi postar aqui alguns vídeos que fiz na escola em que trabalho, durante uma conversação dos índios com alunos de Educação Infantil, 1º e 2º anos. São índios Caigangues da Reserva Nonoai.

Canção Indígena

Fala Indígena

India lendo reportagem do Jornal A Opinião