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quarta-feira, 3 de junho de 2009

O que é certo? O que é errado?

Ainda no Forum de para Pessoas com Deficiências e Altas Habilidades no RS, na Sala Temática da Educação, a palestrante Vera Lúcia Motiska, falou dos Princípios de acessibilidade: IGUALDADE, LIBERDADE e FRATERNIDADE, através dos quais são constituídos um conjunto de meios para que as pessoas tenham acesso universal.
Também merece destaque, se é que assim podemos dizer a evolução no uso da terminologia adequada:
  • retadardo
  • excepcional
  • pessoas com necessidades especiais
  • pessoas portadoras de deficiência
  • pessoas com deficiência

Novamente existe uma certa exclusão, pois os portadores de altas habilidades, não possuem deficiências e sim habilidades a mais que as pessoas ditas "normais", padronizadas pela sociedade em geral.

O que é certo? O que é errado?

Quem estabelece o certo? Quem estabelece o errado?

Discriminação Racial

Ao participar do Fórum de Política Pública Estadual para Pessoas com Deficiência e Pessoas com Altas Habilidades no RS, Francisco Conti, Promotor de Justiça e Coordenador do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos do Ministério Público Estadual no RS, mencionou sobre as leis serem criadas para que as diferenças não existam. Também que penalidades não estão previstas e ainda, que os dirigentes que assumem devem se responsabilizar em cumpri-las. Que os Direitos Humanos servem para defender e/ou proteger os excluídos(índios, pobres, idosos, mulheres, igualdade racvial, PNEEs.
Entre seus relatos e dados apresentados, destacaram-se no que se refere a oferta de Ensino Superior:
  • poucos são os negros acadêmicos, e que em sua própria profissão(Promotor de Justiça), conhece apenas um negro.
  • recentemente, na UFRGS tiveram um acadêmico indígena, que não suportou a discriminação entre colegas, bem como professores e acabou desistindo.

Pôxa! E ainda pensamos não haver discriminação racial em nosso país!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Concepção de índio

Não existe diferenciação entre índios e povos indígenas, pois são designados como povos nativos, como aqueles que viviam numa área geográfica antes da sua colonização por outro povo, ou que, após a colonização, não se identificam com o povo que os coloniza. Portanto, as contradições entre índios X povos indígenas / generalização X identidade étnica se constituíram ao longo da história por interesses políticos, sociais e econômicos da classe dominante. A religiosidade é outro fator determinante e agravante desse preconceito e discriminação, levando os povos indígenas a serem despojados de suas terras e estigmatizados em função dos seus costumes tradicionais.

Acredito que seja difícil encontrar formas de desfazer pré-conceitos que predominam ao se falar de povos indígenas no Brasil. Penso que nós educadores podemos trazer dados sociais, históricos e culturais, promovendo debates em sala de aula. De certa forma, o que nos falta é quebrar modelos que foram politicamente construídos, retratando a imagem do índio. Para isso, faz-se necessário que a sociedade de um modo geral, busque conhecer a realidade das aldeias e identificar o quanto a comunidade indígena precisa de apoio e de respeito. Podemos iniciar essa busca pelos representantes de povos indígenas que vivem no centro da cidade e/ou em perímetros urbanos, comercializando seus artesanatos.

domingo, 31 de maio de 2009

+ Discriminação...

Partindo da construção do mosaico étnico – racial, encaminhei aos pais dos alunos da minha turma, duas questões, Quem é você? / O que você faz? através de uma pequena entrevista, que foram respondidas em duas etapas, como tema de casa: etnia/religião e profissão/lazer.
Percebi nessa atividade o preconceito e/ou receio dos pais em responder as questões, pois de vinte e três alunos da turma, apenas dezesseis encaminharam as respostas. Como a escola pertence à Congregação das Irmãs de Santa Catarina, alguns destes pais vieram na escola para entregar em minhas mãos a entrevista e ainda preocupados, pois não eram católicos.
Nesse sentido, encontrei dificuldades e tratei o tema de forma superficial, construindo gráficos e painéis com as pesquisas realizadas e os dados levantados com as famílias envolvidas. Esses gráficos e painéis, num primeiro momento foram anexados ao mosaico étnico-racial, e posteriormente, foram divididos e compuseram um livro da turma, o Livro III, “Eu e os Outros”. Essa atividade foi desenvolvida com a finalidade de que os alunos pudessem reconhecer as características que identificam seu grupo social, bem como suas necessidades para poderem melhorar a convivência em grupo.


Ao desenvolver a pesquisa de etnias e outros valores sociais, de acordo com Darcy Ribeiro, em sua obra “O Povo Brasileiro” (2000), onde ele se refere a uma “ninguemdade” mestiça que deu origem ao povo brasileiro, “Brasilíndio” confesso que nunca havia lido sobre isso, mas sempre me preocupei em conhecer a origem da família dos meus alunos, não somente como tema gerador ou motivador, mas com respeito à diversidade de nossos ancestrais, e respeitando nossas origens, contribuições de cada povo na cultura gaúcha. Mas jamais imaginei e/ou me reportei a essas práticas que marcam jeitos de ser e estar que reportam à cultura indígena, africana, açoriana – aos “ninguém” de nosso currículo escolar.

Discriminação ...

A escola é responsável pelo processo de socialização infantil no qual se estabelecem relações com crianças de diferentes núcleos familiares, e pode através da diversidade de contatos, “ser” o primeiro espaço de vivência das tensões raciais. Podemos trabalhar sobre a discriminação racial na sala de aula, entendendo-a como um tema indispensável, onde a intervenção pedagógica poderá contribuir para que ela venha conviver nesta comunidade escolar, compreendendo as diferenças sociais, étnicas e culturais, bem como são produzidas na sociedade. Além disso, podemos considerá-la como complexa ao envolver preconceitos de alunos/professores, devendo ser tratada de forma mais abrangente, podendo ser um espaço de disseminação ou um meio eficaz de prevenção e diminuição do preconceito.
Trabalhar sobre discriminação racial, onde tive de pensar e planejar uma ação educativa com uma abordagem étnico-racial em minha escola, não foi muito difícil. Sempre busquei trabalhar as diferenças sociais e culturais, com respeito e de forma crítica, onde meus alunos pudessem expor e/ou expressar suas opiniões. Mesmo sendo um tema complexo, considero indispensável.
Considero as intervenções pedagógicas indispensáveis nesta fase do desenvolvimento , onde o pensamento da criança pré-operatória é egocêntrico, o que significa que não é capaz de lidar com idéias diferentes das suas em relação a um determinado tema. Essas intervenções acabam contribuindo para que a criança possa conviver na comunidade em que estiver inserida, compreendendo essas diferenças sociais, étnicas e culturais.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Preconceito de fato...

Estive pensando sobre o debate da nossa aula presencial, e, jamais tinha pensado dessa forma sobre a questão das cotas na universidade. Se analisarmos o nosso Curso do PEAD, nos cinco Pólos, são quase quatrocentos acadêmicos, quantos desses estão tendo acesso a essa Interdisciplina de Questões Étnicos-Raciais? Quantos estão tendo a oportunidade de discutir pela primeira vez no Brasil sobre essas questões?

Na verdade novamente são os brancos discutindo e analisando as oportunidades dos decendentes afro-brasileiros! Muito ainda há a ser feito, muitas conquistas, rodeadas de muitas frustrações, lutas, enfrentamentos e estranhamentos.

Como educadores, temos a tarefa de provocar e possibilitar um diálogo entre nossas crianças e adolescentes para que eles consigam perceber essas injustiças sociais e culturais, sendo possíveis agentes de transformação na comunidade em que estiverem inseridos.

domingo, 10 de maio de 2009

Racismo na Escola

“A reprodução do racismo na escola é um dos temas mais relevantes da agenda dos movimentos sociais
negros, em todo o país. Não sem razão, evidentemente. Por trás das altas taxas de infreqüência, repetência e evasão escolar verificadas entre as crianças negras, existe um denominador comum: a estigmatização e a desqualificação delas em razão do racismo”
(MOREIRA, 1997, p. 102).
Confesso que li e reli essa afirmação de MOREIRA. Nas primeiras vezes que li, discordei como um todo, mas após as entrevistas de alunos afro-descendentes, esse denominador comum fica evidente! Eu sempre tive amigos negros e nunca os vi de forma diferenciada, pra mim eram iguais e tinham asd mesmas oportunidades. Da mesma forma que eu estudavam em escolas públicas, e diferente de mim, alguns desses já tem uma ótima formação superior e consequentemente são bem sucedidos profissionalmente.
Porém, nunca havia percebido que eles estão e/ou são estigmatizados e desqualificados em razão do racismo. Nas entrevistas todos mostram preocupações com estudos, tirar boas notas para poderem competir com dignidade no mercado de trabalho! Ainda que não haja taxas de infrequencia, evasão e repetência entre alunos negros, a escola tem um papel de fundamental importância, necessitando que nós educadores tenhamos um olhar diferenciado abrangendo todas as dimensões citadas e pesquisadas por Marilene Paré.

domingo, 3 de maio de 2009

Expressões Afro-Culturais ...

Ainda não consegui fazer as entrevistas com alunos negros referentes a Interdisciplina de Educação Étnico-Racial, pois na escola em que trabalho atualmente não existem alunos negros. Fazendo um retrospecto, tirando as turmas de educação infantil, já tive aproximadamente vinte turmas de ensino fundamental, e somentre um aluno negro ... Boykin, afirma em sua pequisa ter detectado a existência de nove grandes dimensões da expressão afro-cultural comum a todos.
Confesso que consegui como educadora, relacionar essas dimensões à outros grupos que sofrem discriminações no ambiente escolar. Conforme HAMACHECK, 1979, a maioria dos alunos que evadem tomam essa decisão por baixa auto-estima e por se sentirem desvalorizados. Pensando nisso e diante da realidade escolar, vejo muito mais discriminação sobre alunos com dificuldades de aprendizagem do que sobre negros.
Posso até estar enganada, pois ainda não fiz as referidas entrevistas...
Abraços

domingo, 26 de abril de 2009

Divesidade Énico-Racial

Trabalhar sobre discriminação, onde tive de pensar e planejar uma ação educativa com uma abordagem étnico-racial em minha escola, não foi muito difícil. Sempre busquei trabalhar as diferenças sociais e culturais, com respeito e de forma crítica, onde meus alunos pudessem expor e/ou expressar suas opiniões. Mesmo sendo um tema complexo, considero indispensável.

“Indispensável porque é neste momento que a criança está em formação física, cognitiva e moral, sendo assim, a intervenção pedagógica poderá contribuir para que ela venha conviver nesta sociedade, de múltiplas configurações étnicas, religiosas, culturais, compreendendo essas diferenças e como são produzidas na sociedade. Complexo, pois envolve não somente os preconceitos dos alunos/as, mas também dos próprios professores. Em função disso muitas vezes este tema ou é tratado de forma superficial, enfatizando só o sentimento de consideração por ter o negro contribuído para a construção da ‘nação brasileira’, ou é simplesmente ignorado.”

Bastante forte e reflexiva a citação acima retirada do texto de Luciane Andréia Ribeiro Leite. Baseada no seu texto, eu busquei desenvolver uma proposta de contar a história infantil da Menina bonita do laço de fita, resgatar alguns valores sociais e porque não cristãos, sendo que trabalho numa escola de cunho cristão. Também considerei o fato de meus alunos serem pequenos e estarem em formação física, cognitiva e moral, para desenvolver essa proposta pedagógica tornando-os sujeitos ativos do processo como “cuidadores” da menina (boneca). Acredito que a atitude de envolver os pais nesse processo de aprendizagem também enriquece o fazer aprendendo e ensinando, onde eles também sabem dos valores que estão sendo passados aos seus filhos no ambiente escolar.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Cultura Indígena

Resolvi postar aqui alguns vídeos que fiz na escola em que trabalho, durante uma conversação dos índios com alunos de Educação Infantil, 1º e 2º anos. São índios Caigangues da Reserva Nonoai.

Canção Indígena

Fala Indígena

India lendo reportagem do Jornal A Opinião

domingo, 19 de abril de 2009

Contribuições Indígenas

O vídeo abaixo foi feito na escola onde trabalho, na semana passada quando uma família indígena, representada por uma Índia, seu filho e duas netas foram conversar com os alunos. São Caigangues e vivem na Reserva Nonoai, estavam de passagem em Sapiranga, vendendo seus artesanatos.

Não foi exatamente uma palestra, mas as crianças reunidas em dois grupos distintos, 4ª a 8ª série e Educação Infantil, 1º e 2º ano, fizeram perguntas de acordo com suas curiosidades, e é claro sob orientação das porfessoras. Atualmente, na reserva, existem várias aldeias, representadas por diversos povos, há uma miscigenação marcante, índios casados com brancos, com negros, diversas religiões, mas no que se refere aos chás e ervas, continuam utilizando-os na cura de doenças, bem como ainda caçam tatus, veados e vivem da pesca e agricultura.

Surgiram perguntas diversas, mas percebi a influência da mídia na cultura dos índios, bem como na nossa. Assistam o vídeo e comprovem como a "novelas das índias" na Rede Globo, já chegou entre os índios caigangues...