sábado, 21 de março de 2009

Expectativas para 2009/02


Confesso que inicialmente fiquei bem irritada com termos de retomar o PA, mas saber analisar as partes, o seu desenvolvimento, permitirá uma compreensão do todo. Particularmente nunca gostei de escolher um tema, sempre tive dificuldades nisso, e, pensar numa questão para ser investigada, com tantas atribuições que tenho na escola, na SMED, na família, somados as preocupações e "auxílio" que ainda preciso prestar a minha filha, por tempo indeterminado, acabei escolhendo um tema e nem sei justificar porque o escolhi. Talvez por ser atual na época, estar iniciando a temporada dos ciclones ou ainda por estar nas manchetes aqui do sul do país.

Espero e sei que enfrentaremos novos desafios no que se refere a inclusão, filosofia, educação étnico-racial, enfim, muito a ser feito, a ser respondido, a ser investigado, e, principalmente a ser refletido e questionado...

Conquistas 2008/02


“A aprendizagem é a nossa vida, desde a juventude até à velhice, de fato quase até à morte; ninguém vive durante dez horas sem aprender”.
Paracelso


A cada dia adquirimos e/ou construímos uma nova aprendizagem com os colegas de profissão e com os alunos, que requer reflexão, pois ao ensinar aprendemos e com essas aprendizagens ensinamos melhor. Isso se transforma num ciclo contínuo, e, muitas vezes não nos damos conta da amplitude do nosso trabalho.

Acredito que minha maior conquista no semestre passado tenha sido em relação a gestão escolar, pois sempre tive somente a visão de sala de aula, e, com o referencial teórico das Interdisciplinas somados as oportunidades que estou tendo na Secretaria de Educação permitiram um entendimento maior de todas as partes. Quanto a Interdisciplina de Psicologia na Vida Adulta e o desenvolvimento do PA, não me prenderam muito, apenas fui desenvolvendo e cumprindo as atividades na medida do possível.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Políticas Públicas

De acordo com o Parecer n.º 398/2005, a educação infantil, como primeira etapa da educação básica e direito constitucional da criança e da família, deve ser ofertada com padrões de qualidade. As instituições privadas podem ofertar a educação infantil, desde que cumpram as normas do Sistema Estadual de Ensino, tenham capacidade de autofinanciamento e sejam autorizadas e avaliadas pelo Poder Público.

Sendo dever dos Municípios e do Estado ofertar a educação infantil gratuita e de qualidade social, compete ao Poder Público formular políticas públicas em atendimento às metas do Plano Nacional de Educação para a educação infantil. O município deve verificar a demanda existente em sua área e instituir mecanismos que assegurem a aplicação das receitas constitucionais previstas para a educação infantil, pois essa oferta é sua prioridade.

O Estado deve, em regime de colaboração com os Municípios, e observada a demanda existente, fazer o levantamento das necessidades e peculiaridades de cada município em relação à oferta de educação infantil na faixa etária de 0 a 3 anos e propiciar as condições necessárias para seu atendimento.

sábado, 15 de novembro de 2008

Mapa Conceitual ...



Podemos dizer que o clímax de nosso trabalho foi à entrevista com o professor Eugênio Hackbarth. E, consequentemente veio o desânimo com suas respostas simples e diretas que responderam nossa questão de investigação. A partir disso, fui desanimando aos poucos, estava muito preocupada comigo mesmo, pois passava dias e dias entrando na página do nosso PA e saindo. Achava a página desorganizada e ficava sem ação, sem saber o que comentar e/ou fazer. Foi quando resolvi tomar uma atitude, lendo todo o material coletado e construindo um mapa conceitual, o qual possibilitou um grande aprendizado, tanto na área de conhecimentos, quanto ao uso da tecnologia. Ficou ótima nossa versão 3, com links e tudo!

Álbum de Retalhos



“Só na velhice a mesa fica repleta de ausências.
Chego ao fim, uma corda que aprende seu limite
após arrebentar-se em música.
Creio na cerração das manhãs.
Conforto-me em ser apenas homem.
Envelheci,
tenho muita infância pela frente.”

Síntese Psicologia

Após registrarmos nosso planejamento inicial na aula presencial, onde decidimos nossas ações a serem percorridas, bem como um título para o nosso trabalho, que ficou definido com Velhice na Modernidade, passamos a buscar e organizar nossas ações na página de nosso pbwiki.

Dentre essas ações, justificamos a escolha do tema escolhido, relacionamos alguns tópicos a serem abordados e optamos por entrevistas e saídas de campo para a realização de visitas a asilos locais, a qual seria fator fundamental para comparar as entrevistas com a pesquisa realizada na internet, revistas e informativos. Constatamos que a falta de tempo para nós professores e gestores que trabalhamos 40 horas semanais, prejudicou o andamento do nosso trabalho no que se refere ao levantamento de dados.

Apesar de realizarmos entrevistas com alguns idosos e adultos, mesmo que num número insuficiente, podemos observar questões bem intrigantes, principalmente quanto à preocupação dos entrevistados em buscar uma melhor qualidade de vida. A maioria fala de ter uma boa alimentação e adequada, praticar alguma atividade física, para se ter saúde e poder desfrutar de dias melhores sem depender dos outros. Outro fator citado foi a preocupação dos mesmos em manter a mente ocupada, através do trabalho, da busca por cursos ou ainda leituras e lazer.
Quanto ao “Ser Idoso”, os entrevistados demonstram características de dignidade, descritos por Sarlet e Jorge Miranda, registrados em nossa pesquisa. Em especial um dos idosos, ao afirmar que idoso “é uma pessoa feliz, a pessoa que chega a ficar velho deve agradecer a Deus.” Mesmo sem conhecermos esse indivíduo, ela deixa transparecer que consegui passar todas as suas etapas de maneira digna e ainda com gratidão.

Por outro lado, em uma das entrevistas, um idoso declara que “Pessoa idosa é aquela pessoa que não tem boa saúde; tem mais de 60 anos; não possui uma vida ativa e é obrigada a depender de outros para locomover-se.” E, um outro idoso, comprova isso em poucas palavras: “Cheia de dores, rsrsrs”..., além de desânimo e comodismo ao dizer que para se ter um bom envelhecer é necessário “viver bem consigo mesmo” Pensa que é possível viver com autenticidade e alegria, mas não sabe relatar como, pois desconhece seus direitos e até mesmo motivação necessária para fazer essa busca dentro de si mesmo.

Poderíamos ter acrescentado outra questão aos entrevistados, quanto aos investimentos públicos e privados na área da Melhor Idade, pois a maioria dos indivíduos desconhece a legislação vigente. Também é importante a conscientização da sociedade que o envelhecimento faz parte do nosso ciclo de vida, sendo parte integrante de nossas vidas, e, acima de tudo, começamos a envelhecer no momento em que nascemos. Portanto, não devemos nos preocupar com a velhice na proximidade da chamada 3ª idade, ou ainda, melhor idade, mas em viver cada etapa de nosso ciclo vital com dignidade e da melhor maneira possível, para termos uma velhice com mais qualidade de vida.

Auto-Avaliação

Refletindo sobre a minha caminhada e revendo o percurso através da minha participação na interdisciplina Escola, Cultura e Sociedade, pude perceber certo crescimento e alguns desafios vencidos que servem como uma possibilidade de repensar a educação e a sociedade.

Nas palavras de Durkheim: “(...) toda educação consiste num esforço contínuo para impor à criança maneiras de ver, sentir e de agir às quais ela não teria chegado espontaneamente”. Assim sendo, foi um grande desafio realizar as atividades propostas que jamais teria chegado ao entendimento da educação como sendo um fato social e com o papel de socialização dos indivíduos, na formação da consciência social humana.

Procurei atender sempre ao que foi solicitado nas atividades e contribuir nos fóruns de discussão, sendo pontual nos prazos combinados. A única contribuição de outro autor que lembro de ter trazido, é de Gilberto Dimenstein, sobre o significado de Cidadania, que já tive oportunidade de trabalhar num projeto chamado Exercendo a Cidadania com minhas turmas de quartas séries, numa escola da periferia no município de Sapiranga.

Refiz minhas atividades sempre que sugerido pela professora e tutoras postando-as no webfólio como versão dois, mas não recebi retorno das mesmas. Também percebi que as duas últimas atividades referentes ao trabalho docente e a desigualdade educativa não foram comentadas. Creio que tenham sido lidas e estejam de acordo com a atividade proposta e não tenha de refazê-la.

Sem dúvidas tudo que eu aprendi na ECS é importante para minha formação docente e o meu trabalho como professora, principalmente a definição de educação, como sendo uma constante busca pela perfeição. Sendo que esta perfeição é muito pessoal, variando conforme as vivências sociais, as oportunidades e os objetivos de cada um. Para definir educação, será preciso considerar os sistemas educativos pelos quais já passamos e os existentes atualmente, buscando as características comuns. Talvez, através do estudo desses pontos comuns, poderemos encontrar a definição perfeita que tanto procuramos para a educação.

“Pensamos numa educação avançando rumo ao desenvolvimento e à construção de uma verdadeira cidadania, mas permanecemos prisioneiros dos modelos culturais do parasitismo e da dependência colonial. Debatemos soluções convencionais que estorvam todo avanço. Esse paradoxo encontra sua explicação não na organização escolar enquanto tal, mas na cultura e na mentalidade conservadora de uma sociedade de tipo oligárquico.”

Indispensável é a mudança de mentalidade e de atitudes dos profissionais da educação na formação de alunos críticos e criativos, para que possam assumir e resolver seus próprios problemas. Que reconheçam e saibam lutar por seus direitos de cidadãos, cumprindo com seus deveres que jamais podem invadir o direito dos outros, vivendo e construindo uma sociedade mais justa.