domingo, 7 de dezembro de 2008

Políticas Públicas

De acordo com o Parecer n.º 398/2005, a educação infantil, como primeira etapa da educação básica e direito constitucional da criança e da família, deve ser ofertada com padrões de qualidade. As instituições privadas podem ofertar a educação infantil, desde que cumpram as normas do Sistema Estadual de Ensino, tenham capacidade de autofinanciamento e sejam autorizadas e avaliadas pelo Poder Público.

Sendo dever dos Municípios e do Estado ofertar a educação infantil gratuita e de qualidade social, compete ao Poder Público formular políticas públicas em atendimento às metas do Plano Nacional de Educação para a educação infantil. O município deve verificar a demanda existente em sua área e instituir mecanismos que assegurem a aplicação das receitas constitucionais previstas para a educação infantil, pois essa oferta é sua prioridade.

O Estado deve, em regime de colaboração com os Municípios, e observada a demanda existente, fazer o levantamento das necessidades e peculiaridades de cada município em relação à oferta de educação infantil na faixa etária de 0 a 3 anos e propiciar as condições necessárias para seu atendimento.

sábado, 15 de novembro de 2008

Mapa Conceitual ...



Podemos dizer que o clímax de nosso trabalho foi à entrevista com o professor Eugênio Hackbarth. E, consequentemente veio o desânimo com suas respostas simples e diretas que responderam nossa questão de investigação. A partir disso, fui desanimando aos poucos, estava muito preocupada comigo mesmo, pois passava dias e dias entrando na página do nosso PA e saindo. Achava a página desorganizada e ficava sem ação, sem saber o que comentar e/ou fazer. Foi quando resolvi tomar uma atitude, lendo todo o material coletado e construindo um mapa conceitual, o qual possibilitou um grande aprendizado, tanto na área de conhecimentos, quanto ao uso da tecnologia. Ficou ótima nossa versão 3, com links e tudo!

Álbum de Retalhos



“Só na velhice a mesa fica repleta de ausências.
Chego ao fim, uma corda que aprende seu limite
após arrebentar-se em música.
Creio na cerração das manhãs.
Conforto-me em ser apenas homem.
Envelheci,
tenho muita infância pela frente.”

Síntese Psicologia

Após registrarmos nosso planejamento inicial na aula presencial, onde decidimos nossas ações a serem percorridas, bem como um título para o nosso trabalho, que ficou definido com Velhice na Modernidade, passamos a buscar e organizar nossas ações na página de nosso pbwiki.

Dentre essas ações, justificamos a escolha do tema escolhido, relacionamos alguns tópicos a serem abordados e optamos por entrevistas e saídas de campo para a realização de visitas a asilos locais, a qual seria fator fundamental para comparar as entrevistas com a pesquisa realizada na internet, revistas e informativos. Constatamos que a falta de tempo para nós professores e gestores que trabalhamos 40 horas semanais, prejudicou o andamento do nosso trabalho no que se refere ao levantamento de dados.

Apesar de realizarmos entrevistas com alguns idosos e adultos, mesmo que num número insuficiente, podemos observar questões bem intrigantes, principalmente quanto à preocupação dos entrevistados em buscar uma melhor qualidade de vida. A maioria fala de ter uma boa alimentação e adequada, praticar alguma atividade física, para se ter saúde e poder desfrutar de dias melhores sem depender dos outros. Outro fator citado foi a preocupação dos mesmos em manter a mente ocupada, através do trabalho, da busca por cursos ou ainda leituras e lazer.
Quanto ao “Ser Idoso”, os entrevistados demonstram características de dignidade, descritos por Sarlet e Jorge Miranda, registrados em nossa pesquisa. Em especial um dos idosos, ao afirmar que idoso “é uma pessoa feliz, a pessoa que chega a ficar velho deve agradecer a Deus.” Mesmo sem conhecermos esse indivíduo, ela deixa transparecer que consegui passar todas as suas etapas de maneira digna e ainda com gratidão.

Por outro lado, em uma das entrevistas, um idoso declara que “Pessoa idosa é aquela pessoa que não tem boa saúde; tem mais de 60 anos; não possui uma vida ativa e é obrigada a depender de outros para locomover-se.” E, um outro idoso, comprova isso em poucas palavras: “Cheia de dores, rsrsrs”..., além de desânimo e comodismo ao dizer que para se ter um bom envelhecer é necessário “viver bem consigo mesmo” Pensa que é possível viver com autenticidade e alegria, mas não sabe relatar como, pois desconhece seus direitos e até mesmo motivação necessária para fazer essa busca dentro de si mesmo.

Poderíamos ter acrescentado outra questão aos entrevistados, quanto aos investimentos públicos e privados na área da Melhor Idade, pois a maioria dos indivíduos desconhece a legislação vigente. Também é importante a conscientização da sociedade que o envelhecimento faz parte do nosso ciclo de vida, sendo parte integrante de nossas vidas, e, acima de tudo, começamos a envelhecer no momento em que nascemos. Portanto, não devemos nos preocupar com a velhice na proximidade da chamada 3ª idade, ou ainda, melhor idade, mas em viver cada etapa de nosso ciclo vital com dignidade e da melhor maneira possível, para termos uma velhice com mais qualidade de vida.

Auto-Avaliação

Refletindo sobre a minha caminhada e revendo o percurso através da minha participação na interdisciplina Escola, Cultura e Sociedade, pude perceber certo crescimento e alguns desafios vencidos que servem como uma possibilidade de repensar a educação e a sociedade.

Nas palavras de Durkheim: “(...) toda educação consiste num esforço contínuo para impor à criança maneiras de ver, sentir e de agir às quais ela não teria chegado espontaneamente”. Assim sendo, foi um grande desafio realizar as atividades propostas que jamais teria chegado ao entendimento da educação como sendo um fato social e com o papel de socialização dos indivíduos, na formação da consciência social humana.

Procurei atender sempre ao que foi solicitado nas atividades e contribuir nos fóruns de discussão, sendo pontual nos prazos combinados. A única contribuição de outro autor que lembro de ter trazido, é de Gilberto Dimenstein, sobre o significado de Cidadania, que já tive oportunidade de trabalhar num projeto chamado Exercendo a Cidadania com minhas turmas de quartas séries, numa escola da periferia no município de Sapiranga.

Refiz minhas atividades sempre que sugerido pela professora e tutoras postando-as no webfólio como versão dois, mas não recebi retorno das mesmas. Também percebi que as duas últimas atividades referentes ao trabalho docente e a desigualdade educativa não foram comentadas. Creio que tenham sido lidas e estejam de acordo com a atividade proposta e não tenha de refazê-la.

Sem dúvidas tudo que eu aprendi na ECS é importante para minha formação docente e o meu trabalho como professora, principalmente a definição de educação, como sendo uma constante busca pela perfeição. Sendo que esta perfeição é muito pessoal, variando conforme as vivências sociais, as oportunidades e os objetivos de cada um. Para definir educação, será preciso considerar os sistemas educativos pelos quais já passamos e os existentes atualmente, buscando as características comuns. Talvez, através do estudo desses pontos comuns, poderemos encontrar a definição perfeita que tanto procuramos para a educação.

“Pensamos numa educação avançando rumo ao desenvolvimento e à construção de uma verdadeira cidadania, mas permanecemos prisioneiros dos modelos culturais do parasitismo e da dependência colonial. Debatemos soluções convencionais que estorvam todo avanço. Esse paradoxo encontra sua explicação não na organização escolar enquanto tal, mas na cultura e na mentalidade conservadora de uma sociedade de tipo oligárquico.”

Indispensável é a mudança de mentalidade e de atitudes dos profissionais da educação na formação de alunos críticos e criativos, para que possam assumir e resolver seus próprios problemas. Que reconheçam e saibam lutar por seus direitos de cidadãos, cumprindo com seus deveres que jamais podem invadir o direito dos outros, vivendo e construindo uma sociedade mais justa.

Trabalho Docente

Esse é meu sexto ano letivo. Talvez por estar pouco tempo em sala de aula, luto por igualdades de condições. Acredito que todos nós temos habilidades e competências, ou seja, condições de aprender, mas cada um no seu tempo e no seu ritmo, basta sermos motivados e envolvidos emocionalmente.

Mesmo quando a pedagogia é enraizada de maneira concreta, através de vivências ocorridas no trabalho docente, onde o professor é um sujeito de seu próprio trabalho e ator de sua pedagogia, ocorrem dúvidas e inseguranças. Muitas vezes, o professor precisa se utilizar de improvisos, negociar e adaptar de acordo com a suas necessidades e dilemas que marcam o trabalho por eles realizado.

Como já afirmei anteriormente, acredito que a formação continuada é um fator indispensável na melhoria do ensino, além da mudança de atitudes dos professores, para termos uma educação de qualidade e ocorrerem mudanças significativas. Em contrapartida, fala-se muito em inclusão, e, apesar desse termo estar em moda, o professore não recebe a capacitação adequada para avaliar esses alunos diferentes de maneira justa e adequada, restando-lhes o improviso e a adaptação como marca de seus trabalhos realizados.

A perspectiva marxista de educação

Muitas mudanças são necessárias visando à construção de concepções de mundo, de acordo com a realidade da educação brasileira. Muitos são os caminhos apontados, pelas instituições e órgãos públicos. Mas eu acredito que a principal mudança que fará a grande diferença na educação é a mudança de pensamento dos professores. A visão dos professores no que se refere à Capacitação e Formação Continuada de Profissionais de Educação, tão presente nos dias de hoje, precisa ser repensada e/ou refletida com mais seriedade.

Como professora atuante na rede municipal, e, como profissional do Departamento de Educação (SMED), eu tenho percebido que essa questão não é levada a sério. O que observo é uma verdadeira “corrida” por certificados. Professores que se reúnem para tomar chimarrão e conversar sobre futilidades, sem o mínimo respeito ao profissional e/ou palestrante responsável pela formação. Logo no primeiro encontro, já querem saber quantas faltas podem ter, para receberem certificação.

Além disso, acredito que essas capacitações não devam se restringir somente aos educadores/professores. O MEC já está oferecendo capacitações para os funcionários, como por exemplo, o Pró-funcionário. É um curso de educação à distância, de nível médio, voltado para os trabalhadores que exercem funções administrativas nas escolas das redes públicas estaduais e municipais de educação básica. Teve início no Norte do país em 2005, ampliou-se e atualmente já acontece em 11 estados-pilotos.

Vejo a formação como um fator indispensável, mas sem dúvidas, a mudança de atitudes do profissional de educação é de fundamental importância para termos uma educação de qualidade, bem como ocorram mudanças significativas.